Uma área de baixa pressão em formação entre o Uruguai, o Rio Grande do Sul e o oceano Atlântico deve dar origem a um novo ciclone extratropical e a uma frente fria no Centro-Sul do Brasil. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a mudança no tempo pode provocar tempestades, chuva intensa e possibilidade de granizo nesta terça-feira (29) e na quarta-feira (30) de setembro de 2026.
A previsão alcança áreas de oito estados: Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A atuação do sistema deve alterar rapidamente as condições meteorológicas depois de um fim de semana marcado por temperaturas muito elevadas em várias regiões do país.
Quais estados podem registrar tempestades e granizo
O risco está concentrado principalmente no Centro-Sul, onde a passagem da frente fria e a atuação do ciclone extratropical podem favorecer a formação de áreas de instabilidade. Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul estão entre os estados sob previsão de chuva intensa e temporais, assim como áreas de São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A ocorrência de granizo é uma possibilidade associada às tempestades previstas, mas a distribuição e a intensidade dos fenômenos podem variar de uma localidade para outra. A população deve acompanhar as atualizações do Inmet e os comunicados da Defesa Civil, especialmente em municípios onde houver mudança rápida nas condições do tempo.
Calor acima de 40°C antecede a virada no tempo
A chegada da frente fria ocorre após registros de calor intenso no domingo (27) e na segunda-feira (28). Conforme levantamento divulgado pelo Inmet, 42 estações meteorológicas registraram temperaturas iguais ou superiores a 40°C no período.
As maiores marcas citadas pelo instituto foram registradas em Nova Xavantina, em Mato Grosso, com 43,3°C, e em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, com 43,2°C. A sequência evidencia o contraste entre o calor observado no início da semana e a mudança prevista com o avanço da frente fria pelo Centro-Sul.
O Inmet considera onda de calor a persistência, por pelo menos cinco dias consecutivos, de temperaturas máximas pelo menos 5°C acima da média histórica local. Por isso, a análise desse tipo de evento depende tanto da intensidade do calor quanto da duração e das características de cada região.
Chuva também deve atingir o Sul e a Região Norte
A previsão semanal do Instituto Nacional de Meteorologia, válida de 28 de setembro a 5 de outubro, indica volumes expressivos de chuva no Sul e no Norte do país. No Rio Grande do Sul, os acumulados podem chegar a 200 milímetros. Em áreas de Santa Catarina e do Paraná, a previsão aponta volumes de até 150 milímetros.
No Norte, o oeste da Amazônia também deve registrar chuva intensa. A previsão inclui o Acre, o Amazonas, Rondônia, Roraima e o sudoeste do Pará. A abrangência do sistema reforça a necessidade de acompanhar as condições locais, já que os efeitos podem variar conforme o município e a evolução das áreas de instabilidade.
Possíveis impactos e acompanhamento oficial
Tempestades acompanhadas de chuva forte, ventos e granizo podem causar alagamentos, queda de árvores, interrupções no fornecimento de energia e danos em estruturas e plantações. Motoristas, trabalhadores expostos ao tempo e produtores rurais estão entre os grupos que podem ser afetados pela mudança repentina das condições meteorológicas.
O cenário deve ser monitorado por meio das atualizações do Inmet e dos avisos emitidos pela Defesa Civil. Como a previsão pode ser ajustada conforme o deslocamento da frente fria e a evolução do ciclone extratropical, a recomendação de serviço é verificar os comunicados oficiais antes de atividades ou deslocamentos em áreas sob risco de tempestade.

