Festival carioca aposta em central de operações com 152 câmeras, biometria facial e radares meteorológicos para dar suporte a uma das maiores estruturas de segurança tecnológica já vistas em um evento musical no Brasil
Por trás dos shows e da agitação da Cidade do Rock, o Rock in Rio 2026 opera uma estrutura de vigilância que lembra um centro de monitoramento de alta tecnologia. Uma central de operações funciona 24 horas por dia, recebendo imagens de 152 câmeras espalhadas pelo evento, além de drones, câmeras térmicas, radares meteorológicos e sistemas de reconhecimento facial, tudo isso para garantir a segurança de um público estimado em mais de 700 mil pessoas ao longo dos sete dias de festival.
A operação tecnológica é resultado de uma parceria entre a organização do festival e o Governo do Estado do Rio de Janeiro, que mobilizou um contingente de 7.680 agentes das polícias Militar e Civil, além de equipes da Lei Seca e do Corpo de Bombeiros, para atuar no entorno da Cidade do Rock, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da capital fluminense.
Como funciona o sistema de reconhecimento facial
Cerca de 50 das 152 câmeras instaladas nos acessos ao festival contam com tecnologia de biometria facial, voltada principalmente para identificar quem entra na Cidade do Rock. O sistema cruza as imagens capturadas em tempo real com bancos de dados das forças de segurança, permitindo que qualquer ocorrência seja identificada no momento em que a pessoa passa pelos portões de entrada.
Segundo o gerente de operações do Rock in Rio, Paulo Armário, essas câmeras funcionam como um componente-chave para a segurança do evento, permitindo agir rapidamente diante de qualquer situação. Desde o início desta edição do festival, três pessoas já foram identificadas pelo sistema e levadas até a delegacia montada dentro da própria Cidade do Rock, sendo que uma delas permaneceu detida após a constatação de uma pendência em aberto com a Justiça.
A vigilância tecnológica também é usada para detectar drones não autorizados sobrevoando a área do evento. Ao longo do festival, dois equipamentos irregulares já foram apreendidos pela equipe de segurança, reforçando o papel dos drones oficiais como ferramenta tanto de vigilância aérea quanto de proteção contra sobrevoos indevidos por parte do público.
O monitoramento não se limita aos portões de entrada. O esquema de segurança se estende até as áreas próximas à Lagoa de Jacarepaguá, no entorno da Cidade do Rock, incluindo o acompanhamento das águas da região para evitar tentativas de acesso não autorizado por rotas alternativas.
O aplicativo que virou porta de entrada obrigatória
Além da tecnologia de vigilância, o público também depende de uma ferramenta digital para simplesmente entrar no festival. Diferente de edições anteriores, o Rock in Rio 2026 passou a exigir que os ingressos sejam ativados no aplicativo Quentro, tornando prints de tela e ingressos impressos inválidos para o acesso.
O processo começa na própria conta do site da Ticketmaster Brasil, plataforma responsável pela venda dos ingressos. O fã acessa a área de pedidos, seleciona a compra realizada e ativa o vínculo automático, que envia o ingresso diretamente para o aplicativo Quentro. Quem ainda não possui o app instalado precisa baixá-lo e fazer login usando o mesmo e-mail cadastrado na Ticketmaster, recebendo em seguida um código de validação por e-mail para confirmar a identidade antes que o ingresso apareça disponível.
Para quem adquiriu ingressos na modalidade Comfort Zone, área exclusiva do festival, existe ainda uma etapa extra: o cadastro de dados pessoais e de biometria facial é obrigatório para desbloquear o QR Code que libera o acesso a esse espaço específico, unindo o controle de acesso digital à mesma tecnologia de reconhecimento facial usada na segurança geral do evento.
Uma tendência que vai além do Rock in Rio
A estrutura tecnológica implementada nesta edição do festival carioca reflete um movimento mais amplo na forma como grandes eventos ao redor do mundo têm lidado com segurança e logística de público. A combinação de biometria, monitoramento por drones e aplicativos de ingresso digital tem se tornado cada vez mais comum em festivais de grande porte, à medida que a tecnologia se torna uma aliada tanto para identificar e responder a ameaças quanto para agilizar a experiência de quem só quer aproveitar os shows.
Para o público que ainda vai passar pela Cidade do Rock nos próximos dias de festival, a recomendação prática é simples: garantir que o ingresso esteja ativado no aplicativo Quentro com antecedência, evitando filas e imprevistos na hora de acessar o evento, já que a tecnologia que hoje reforça a segurança do Rock in Rio também redefiniu, na prática, a forma como se entra nele.
Fontes:
- https://www.noticiasfavoritas.com.br/blog/bbb-do-rock-in-rio-152-cameras-e-3-drones-vigiam-publico-reconhecimento-facial-ja-levou-3-a-delegacia
- https://portaldemocrata.com.br/2026/09/06/rock-in-rio-2026-central-de-monitoramento-detecta-3-pessoas-procuradas/
- https://auroracultural.com/noticias/musica/rock-in-rio-2026-so-entra-quem-ativar-o-ingresso-no-app-quentro/

