Conforme observa o Dr. Haeckel Cabral Moraes, a queixa de “papada” costuma reunir causas diferentes sob o mesmo nome. Em algumas pessoas, o volume abaixo do queixo vem principalmente de gordura localizada, enquanto em outras o incômodo aparece por flacidez de pele e bandas do platisma, que alteram o ângulo entre queixo e pescoço. Quando essas origens são confundidas, o paciente tende a escolher o procedimento errado e se frustra, porque a técnica aplicada não trata o fator predominante.
O que a lipo de papada consegue resolver com boa previsibilidade
A lipo de papada costuma ter melhor desempenho quando a queixa é majoritariamente volumétrica e a pele ainda apresenta boa capacidade de retração. Nesse cenário, a remoção controlada de gordura submentoniana melhora o contorno e reabre o ângulo cervicomentoniano, deixando o pescoço com aspecto mais definido. Ainda assim, o resultado depende de manter transições suaves, pois retirada agressiva pode gerar depressões e irregularidades.
Haeckel Cabral Moraes avalia a qualidade da pele como critério central, porque a sucção reduz volume, mas não reposiciona tecidos profundos. Assim, em pacientes jovens ou com boa firmeza cutânea, a lipo pode entregar melhora expressiva. Em contrapartida, quando há pele fina e flácida, a gordura removida pode revelar sobra cutânea, criando efeito de “pele solta” que o paciente não esperava.
Quando o platisma vira o protagonista e muda a escolha
O platisma é um músculo superficial do pescoço que pode separar suas bordas ao longo do tempo, formando bandas verticais visíveis, principalmente ao falar ou contrair a região. Além disso, a perda de sustentação profunda pode “apagar” o ângulo do pescoço, mesmo sem grande acúmulo de gordura. Nesse contexto, a lipo isolada não corrige o principal problema, porque o que domina o quadro é a flacidez estrutural.
Na leitura clínica de Haeckel Cabral Moraes, a presença de bandas marcadas e excesso de pele direciona o raciocínio para técnicas que reposicionam e tratam o platisma. Dessa forma, o lifting cervical passa a ser considerado porque atua no suporte e no envelope de pele, permitindo recuperação mais consistente do contorno. Logo, a definição do pescoço depende menos de “retirar” e mais de “reorganizar” o que já perdeu alinhamento.

Lifting cervical: reposicionamento, ajuste de pele e controle de naturalidade
O lifting cervical busca restabelecer ângulo e firmeza por meio de reposicionamento de estruturas e retirada controlada de excesso cutâneo. Em casos selecionados, também pode incluir ajuste do platisma para reduzir bandas e melhorar continuidade do pescoço. Por isso, é um procedimento indicado quando a queixa não é apenas volume, mas também queda de tecido e perda de desenho, especialmente em perfis com flacidez moderada a importante.
Haeckel Cabral Moraes considera que naturalidade é um ponto decisivo, pois excesso de tração na pele pode criar aspecto artificial. Assim, o procedimento tende a priorizar sustentação interna e distribuição correta de tensão, mantendo transições suaves entre mandíbula, queixo e pescoço. Quando a técnica respeita a anatomia, a melhora aparece como “definição recuperada”, sem alterar expressão ou gerar aparência endurecida.
Como decidir entre as técnicas e alinhar expectativas com o que o corpo permite
A decisão costuma partir de uma pergunta objetiva: o que incomoda mais é o volume ou a flacidez com perda de ângulo? Quando predomina gordura com pele firme, a lipo de papada pode ser suficiente. Quando predomina pele solta, bandas do platisma e apagamento de contorno, o lifting cervical tende a oferecer previsibilidade maior. Em alguns casos, a combinação de técnicas é discutida para tratar volume e suporte no mesmo plano, desde que o risco e o tempo de recuperação sejam compatíveis.
Haeckel Cabral Moraes reforça que o resultado se torna mais estável quando a indicação respeita a causa do problema. Desse modo, o paciente deixa de buscar “um procedimento para papada” e passa a compreender que existem diagnósticos diferentes para a mesma queixa. Por fim, quando técnica e anatomia caminham juntas, a melhora do pescoço tende a ser proporcional, com definição mais clara e recuperação compatível com o quadro inicial.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

